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Património Urbano Cais do Ginjal
O antigo e famoso Cais do Ginjal permite ao visitante disfrutar da imensidão da grande cidade de Lisboa que se lhe apresenta diante, com a sua luminosidade própria durante o dia e o fascínio do colorido da noite, que do lado de Almada se podem apreciar de forma única.
O fim da tarde e por do sol neste ponto da cidade proporcionam tonalidades mornas e acolhedoras cuja perda é indesculpável.
Em tempos um dos pontos de maior importância em termos de trocas comerciais de todo o concelho, o Cais está hoje votado ao quase completo abandono, sendo todavia ainda mercê da sua excelente localização, ainda um dos polos de atração do Concelho.
É surpreendente como numa região onde a vida noturna tem, em termos económicos, um potencial tão elevado não se tenha ainda verificado um revitalizar desta zona ribeirinha. Ademais dada a aprovação, a 23 de Setembro de 1999, pelo Conselho de Ministros da criação de uma sociedade anónima de capitais públicos destinada a levar a adiante a requalificação da Zona Ribeirinha e Frente Atlântica do Concelho de Almada.
Dispondo de capitais conjuntos do Governo Central 2.743.388, 43 € (à época 550 mil contos) e Camarários 847,956,42 (170 mil), a Sociedade de Desenvolvimento da Frente Ribeirinha e Atlântica de Almada / Turiscosta SA), tem desde essa data como áreas de intervenção as instalações da Companhia Portuguesa de Pescas do Olho de Boi, a Fábrica de Peças de Artilharia Raposeira, o Forte de Alpenas, o Presídio da Trafaria, a Frente Urbana da Costa de Caparica e as zonas de Lazareto-Torre Velha e Fonte da Telha.
Apesar de louvável o esforço desenvolvido pelas várias entidades envolvidas nos processos, nomeadamente as Agências de Desenvolvimento Local, como a Arribatejo e Novalmadavelha, os objectivos de inclusão da cidade e sua frente ribeirinha nas rotas turísticas como destino hitórico patrimonial e paisagístico encontram-se ainda distantes.
A modernização do comércio local e qualificação dos serviços de apoio ao recreio e lazer; o fomento de iniciativas de divulgação cultural e reforço da rede de equipamentos e serviços para a prática cultural, lúdica e recreativa, são sem dúvida essenciais, porém infrutiferos, se não acompanhados de apoios de investidores particulares dispostos a promover o recondicionamento e aproveitamento das estruturas existentes.
A conversão dos Armazéns e Fábricas da Frente Ribeirinha em unidades hoteleiras de qualidade e "lugares da noite", dada a sua extraordinária localização só pode ser traduzivel num sucesso inevitável perante a sua extraordinária localização.
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