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Património Histórico Castelo
Localização: Situado na parte mais ingreme do planalto de Almada, frente ao estuário do Tejo e de Lisboa.
Data de Construção: Desconhece-se ao certo a sua edificação, porém já em principios do séc. XII, existia neste lugar um castelo árabe. O primeiro documento que nos descreve a existência de uma fortificação neste lugar é a "Geografia Nubiense" do geólogo árabe Edrisi. Esse castelo viria a ser completamente destruído durante a invasão sarracena de Tacube Almançor, sendo então edificado novo castelo durante o reinado de D. Sancho I, após a reconquista de Almada aos mouros entre os anos de 1195 e 1198. Melhorado por D. Dinis é durante o reinado de D. Fernando que o castelo sofre grandes reparações.
Possívelmente demolido é durante o reinado de D. Manuel I, que se procede à reconstrução da actual fortificação, a qual viria a ser reedificada nos anos de 1666 durante o reinado de D. Afonso VI. Durante o terramoto de 1755, o castelo viria novamente a sofrer grandes estragos, sendo provavelmente reparado durante o ano de 1760.
Em 1825, fica completamente desactivado: a 13 de Janeiro o tenente Fulgêncio Gomes dos Santos Vale recebe ordens para entregar, ao arsenal militar, todo o material existente no castelo. Durante seis anos o castelo ficou completamente desactivado, até que os Miguelistas decidem reconvertêlo novamente à função principal de fortificação marítima, em 1831; na altura a fortaleza era comandada pelo coronel Manuel de Freitas e Paiva. Em 18 de Fevereiro do ano seguinte é visitado pelo rei D. Miguel. Em Julho de 1833 os liberais decidem atacar o castelo. Uma atitude desnecessária, já que os miguelistas abandonaram o edifício na véspera do ataque.
O castelo de Almada é durante os anos de 1865 e 1866 novamente reparado, vindo no entanto a perder a sua importância como fortaleza defensiva de Lisboa.
Diminuida a sua guarnição e o seu comando entregue a oficiais reformados, o castelo viria a ser então classificado como o forte número um da 2ª linha. A sua importância não se mantém por muito tempo.
Em 1868 é inaugurado o seu jardim público de onde se pode admirar toda a beleza do estuário do Tejo. Em 1910, a quando do advento da Républica, é ocupado pelas força populares, sem resistência pela sua guarnição sendo içada a bandeira verde e rubra.
No ano de 1918 durante o surto de epidemia da pneumónica, o castelo de Almada é improvisado em hospital. Em 26 de Agosto de 1931, durante a rebelião da base aérea de Alverca, o aviador revolucionário Sarmento Beires tenta bombardear o forte, mas falha o alvo tendo a bomba caído na vila causando a morte a várias pessoas. Mantendo-se até à revolução de 25 de Abril de 1974, guarnecido com tropas de artilharia, estas viriam nesse mesmo dia a aderir ao movimento dos capitães.
A partir de 1976 as suas instalações passariam a serem ocupadas por forças de Guarda Nacional Repúblicana
Bibliografia: Eduardo Alves - Cacilhas dos Tempos Idos - 1º Volume - 1984. Pinho Leal - Portugal Antigo e Moderno - Volume I - 1873-1890. R. H. Pereira de Sousa - Fortalezas de Almada e o seu termo - 1981. Jornal da Região – "Castelo de Almada – Histórica fortaleza" de Carla Figueiredo, 21/01/98
Jornal "O Almadense" de 6/9/31 sobre os acontecimentos de 26/08/31 e outros jornais da época.
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